Marc Papillon corre de costas em uma trilha de crista ao amanhecer, com meias de compressão azuis, diante de picos nevados e vales envoltos em névoa.

Explorações

Correr devagar, por muito tempo, e juntos.

Marc acompanha artistas em terrenos de resistência: maratonas, triatlos, escaladas na montanha, travessias oceânicas à vela. Não se trata de desempenho. Avança-se devagar e por muito tempo, sem cronômetro, com um único objetivo: chegar ao fim sem se machucar, preservando o jogo e o prazer apesar do esforço.

Essas aventuras prolongam o trabalho feito com o instrumento. Ao longo do tempo, o corpo se regula ao vivo, o cansaço muda de cara, e o artista descobre recursos que nem suspeitava ter.

Parada de mãos no meio de uma estrada ladeada por guarda-corpos, sob um céu de tempestade.

Correr devagar e por muito tempo

A maratona se corre lado a lado, em um ritmo que permite conversar. Desacelerar permite aguentar horas, escutar os apoios, a respiração, a postura, e perceber em que momento o gesto se crispa ou se solta.

Um ciclista em silhueta pedala uma bicicleta de estrada preta no meio de uma estrada de montanha deserta, sob um céu de tempestade.

Triatlo

Nadar, pedalar, correr: três maneiras de pôr o corpo em movimento, e duas transições a dominar. Mudar de modalidade em pleno cansaço é aprender a se adaptar, uma habilidade preciosa para quem se apresenta no palco.

Equilibrado sobre uma mão, diante de um céu de tempestade entre as montanhas.

Escaladas

Na montanha, o esforço se dosa passo a passo. O fôlego, o ritmo da caminhada e a atenção ao terreno lembram os de um longo concerto: a energia se administra ao longo do tempo, não no instante.

Um músico, de violão na mão, na praia diante do mar.

Travessias oceânicas

À vela, o tempo se estende por semanas. Turnos de vigia noturna, ondulação, sono fracionado: o corpo aprende a funcionar no desconforto, e a mente a permanecer disponível.

Um corredor de meias azuis empurra com o corpo todo o guarda-corpo de uma ponte, sob um céu de tempestade, diante das montanhas.

O que está em jogo

Durante o esforço, Marc e o artista conversam sobre o que percebem: sensações, propriocepção, interocepção, emoções. Pouco a pouco, o cansaço deixa de ser uma ameaça a combater e se torna uma informação com a qual brincar.

De volta ao instrumento, o artista leva consigo essa experiência: um corpo mais robusto, uma zona de conforto ampliada e a medida do caminho percorrido.

Deitado na grama contra uma rocha, com um baixo apertado junto ao corpo.

Correr no ritmo